Fazer hoje para mudar amanhã. Planejar agora para não executar depois. Escrever e determinar para não ser cumprido. Este tem sido o caminho da administração pública em nosso país; Um caminho que tem largada mas não tem chegada, e o que é pior... Em seu percurso ainda existem atalhos e desvios.
O desafio e o sucesso da Administração Pública está em conduzir projetos e planos que perdurem gerações, não só as gerações da sociedade, mas principalmente as gerações políticas. A história e a estatística mostram que na troca de poder – executivo e legislativo – de quatro em quatro anos, também se trocam as leis, as diretrizes, as normativas, os projetos, as intenções, os discursos, as prioridades, os amigos, a ética, o respeito, as vocações e o norte que direciona o verdadeiro sentido do caminho que se deve seguir.
Existe um clamor óbvio ecoando nas esferas públicas do executivo e legislativo que pede continuidade nos projetos e leis. Esta verdade é um aspecto formidável para fazer discurso populista e atrair as luzes, o difícil é fazer o discurso se tornar algo praticável e aplicável.
Mesmo sendo difícil mudar os rumos históricos deste caminho teremos que nos remeter com esforço e dedicação para dar início a aplicação desta teoria. É certo também que existem leis e projetos inaplicáveis, sem fundamentação ou sem retaguarda de infra-estrutura ou orçamentárias. Por isso a importância de uma união “profissional” e não apenas política da esfera executiva com o legislativo. Parece uma utopia, mas se assim não for, tudo vai ficar igual, e daqui a quatro anos se repetirá a história e o discurso também.
União profissional na dimensão política? Seria possível tal intrepidez? Tudo é possível aos homens de boa vontade e boa intenção. União profissional é uma expressão que gostaria de usar para fazer uma analogia com a dimensão privada; o mundo dos negócios, onde profissionais se unem nas organizações a fim de produzir lucros, crescer, melhorar de vida e se tornar útil à sociedade. Imagine como tudo seria diferente se na política a condução administrativa fosse como nas organizações privadas claro, que para isso teríamos que tirar de cena a sede pelo poder, a ganância, o egocentrismo, a maldade, a mentira... as quais destróem ao invés de construir.